
monólogo: “motocontínuo”
" - a minha falta de sentido é tão própria
eu diria mesmo que...irredutível
talvez vos dê uma dimensão do susto
a mim, inferniza os cabelos,
por isso escrevo
: o processo da escrita amortiza
e o poema, ah, o poema me embeleza
a alma, o corpo, a vida, a música,
tudo. Tudo brilha, é colorido, há frescor
o desfocado se acerta, nada perturba
[nem a imagem]
o eu - escritura de mim –
motocontínuo.”
Sónia regina
29.8.07
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