
Existe um lugar conhecido pelo Fortim
onde a inspiração é suprimida pelo dever.
Esse lugar
na garganta frui um exército que pesa as horas
(não podem entrar com horas a menos ou levarem o equitativo)
Colocam na balança o nosso corpo medem a nossa moleza
e anotam tudo num quadro dentro do computador.
Depois
tens ordem para desalojar o coração do corpo ardil
com a carne e o teu nome,
tudo
remanesce inacessível dentro dos teus olhos.
Ulteriormente a fila de esqueletos humanos
aumenta com a tua vinda
procuras
o teu, no cheiro de sangue ainda fresco
é lá que penduras o casaco mais o resto da menstruação.
Aguardas que te enrolem o corpo com teias de aranha
E, abalas
com as veias vazias. Os reclusos olhos. Um corpo mendigo.
Fustiga nos ouvidos.
A montanha
das tarefas segue-te
como um animal fiel segue o dono até casa
rindo-se e dando ao rabo.
É tolerado…
murmurares algumas palavras durante o dia
Eu
só consumo uma no ar do Fortim
as outras deixo-as por aqui ….
Ana Mª Costa
12 de Agosto de 2007
4 comentários:
bravo! divinal! errr.. eu conheço o fortim, parece-me... :-|
(está mesmo muito bem escrito, caramba!)
Que delicia ler-te.Parabéns.. Um abraço, Ell
Minha querida Ana,
arrepiei-me com a frieza das palavras e carrego-as às costas como um fardo e pesam!
Esplêndido aquilo que consegues transmitir.
Daqui envio-te um abraço saudoso mas um beijo enorme.
Bonito seria dizer pouco...
Fica bem,
Miguel
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