
(…) que diz ou sente é uma arca
por abrir um silêncio que quer
sair e ser asas em corpo (…)
Xavier Zarco
Há um rosto nas palavras que diz ou sente
uma tímida olência a terra fresca
gérmen nos olhos do horizonte
Há uma cabeça descalça no rio da poesia.
uma aeriforme húmida de sentimentos
no invento do silêncio.
Ana Maria Costa
3 comentários:
Meu abraço para uma poeta d`alem mar.
soltarás assim as ferragens das arcas envelhecidas onde jazem encourados o silêncio macio, os sorrisos, os lamentos, as palavras antigas. e recordarás as amoras bravas, a brisa, os brilhos, a poeira fina e o saibro dos caminhos, saltitando como guizos sobre as margens.
e todos eles te dirão, em uníssono, nesse instante único, deste “rosto nas palavras que diz ou sente
uma tímida olência a terra fresca”
Gosto das "duas vozes".
Com um abraço.
Oi Ana,
Grata por sua visita ao meu refúgio. E teu espaço poético continua muito sensível e inspirador. Parabéns.
Um beijo.
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