
Um poema treme ao deslizar do papel
a voz instantânea de quem tudo vê
e sente e ouve deslizo o meu corpo
quando escrevo páginas de sangue as
minhas as do mundo todo eu
sou o mundo todo em todas as palavras
e em todos os silêncios entre as palavras
Jorge Vicente
Escorrem do meu corpo silêncios para o papel [silêncio?…]
misturam-se no teu sangue e faz-se outro mundo_ o nosso!
Sem sexo, sem ventre aparece instantâneo
no traço verga-se as curvas no espírito das nossas palavras
e dos seios das imagens abrem trémulos os bicos de luz.
Ana Mª Costa
5 comentários:
sabe eu acredito quando dizem que o corpo fala.. pois é pura verdade....bom até mais belo poema....
Um poema é muito mais que simples palavras soltas nos versos.
Um poema tem que "mexer" nalguma coisa que é muito nossa!...
Por isso gostei de ler o Jorge Vicente e, naturalmente, a tua "resposta"!...
Olá minha querida Ana Maria!
Bem vinda ao universo blogspot;)
Como sempre delicias-me com a tua escrita!
Venho pedir-te em 1ª mão que visites o meu blog para conheceres aminha voz;) Foi feito a pensar a amigos como tu!
beijinho grande
excelente dueto. quase "físico", o último poema, dir-se-ia...
Adorei ver a minha foto num poema tão lindo. Jhs muitos
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