27.8.09

Sem coerência

Sem coerência
Nas costas do dia, desce o meu corpo,
nasce supérflua a noite. Flutua.
Por vezes seca, outras molhada;
a passagem do orvalho é o meio quase peito,
próximo o dia, quase a noite.
Pertíssimo o beijo sonda
advir de peva sem me suportar nos ombros.

Ana Maria Jacinto

obs:ver biografia de Ana Maria Costa em breve neste blog.

3 comentários:

Mulher na Janela disse...

perto...bem perto...como a poesia que nos cala a alma.

beijos...

mariabesuga disse...

a noite jamais poderá ser supérfula mas precisa... solta-se-lhe o orvalho para nos receber nas madrugadas...

um beijo.

josebonifacio disse...

Graça e paz!

Linda canção poética, onde se pode sentir o êxtase aflorando em o coração.

Fantástico! Bravíssimo!

Poeta José Bonifácio

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